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Consórcio pede a candidatos compromisso com Linha-18

10/10/2018
https://www.dgabc.com.br/Noticia/2957048/consorcio-pede-a-candidatos-compromisso-com-linha-18

O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC elaborou termo de compromisso que será entregue aos candidatos que disputam o segundo turno ao governo do Estado. Concorrem o ex-prefeito da Capital João Doria (PSDB) e o atual governador Márcio França (PSB). O objetivo é que os políticos se comprometam a tirar do papel, em até 12 meses após a posse, as obras de construção da Linha 18-Bronze do Metrô (Djalma Dutra-Tamanduateí), do Centro de São Bernardo ao sistema metroviário da Capital.

O projeto da Linha 18-Bronze prevê a construção de 13 estações, saindo do Centro de São Bernardo, passando por Santo André e São Caetano e interligando à Estação Tamanduateí, da Linha 2-Verde do Metrô e da Linha 10-Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Seria feita por meio de PPP (Parceria Público-Privada), com recursos do Estado, da União e do consórcio vencedor, formado pelas empresas Primav, Cowan, Encalso e Benito Roggio. O custo total seria de R$ 4,26 bilhões, sendo de responsabilidade do governo do Estado a desapropriação para abrir espaço ao trajeto. A falta de recursos para a desapropriação é o que trava o início do projeto.

O contrato foi assinado em agosto de 2014, com previsão de início das intervenções em até 60 dias e prazo de conclusão em outubro de 2017. Durante a campanha, Doria declarou diversas vezes que tiraria o projeto do papel. França chegou a sugerir, em visita ao Diário, que fosse criado tributo para financiar a obra. Os planos de governo dos dois candidatos, no entanto, não fazem menção à Linha 18-Bronze.

Presidente do Consórcio e prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB) explicou que o prefeito de Ribeirão Pires, Adler Kiko Teixeira (PSB), vai entregar o documento a França, enquanto Doria será contatado por ele. “Acredito que ainda esta semana já tenhamos resposta sobre a aceitação ou não desse compromisso. Essa obra depende de recurso, mas a destinação da verba depende de vontade política.”

Segundo o tucano, o termo de compromisso se refere apenas à Linha 18-Bronze para que não ocorra possibilidade de “perda de foco da reivindicação”. “Se colocamos três pedidos e atendem um, já é um terço. Não que as outras demandas não sejam importantes, mas essa tem que ser nossa prioridade”. Morando culpou o governo federal por não enviar recursos para as intervenções e também o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) por não ter financiado o Consórcio Vem ABC, vencedor da licitação.

Morando defendeu também que o recurso para a desapropriação, cerca de R$ 500 milhões, seja destinado do próprio Orçamento estadual. “É difícil ter financiamento para isso (desapropriação) e o Estado tem recursos.”  
Fonte/Créditos: Aline Melo - Do Diário do Grande ABC
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